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Jogos para jogar com amigos (os que a galera sempre pede de novo)

Uma lista honesta de jogos para jogar com amigos, dos clássicos que não precisam de nada aos jogos de celular para grupo grande, e qual puxar em cada momento.

O mascote lâmpada do Guezzer cercado de ícones coloridos de jogos e confete

Quase toda lista de jogos para jogar com amigos parece escrita por alguém que nunca tentou fazer oito adultos cansados concordarem em alguma coisa numa sexta à noite. A gente faz jogos de festa e conhece bem o outro lado: muita ideia boa morrendo nos dois primeiros minutos, entre um “peraí, deixa eu explicar” e alguém abrindo o app de delivery.

Então nada de cinquenta brincadeiras que você nunca vai jogar. Só as que se seguram de verdade, separadas pelo tipo de noite.

A regra do primeiro minuto

Escolha um jogo que começa em menos de um minuto.

Na hora em que alguém fala “calma, deixa eu ler as regras”, metade da sala já voltou pro Instagram. Tudo nesta lista se explica em uma ou duas frases.

Outra regra, menos óbvia: deixe a pessoa mais quieta escolher o próximo jogo. Ela costuma escolher bem, e isso puxa ela pra roda.

Jogos para jogar com amigos quando todo mundo já está no celular

Brigar com o celular não funciona. Melhor usar.

O Impostor é um dos nossos jogos mais populares. Todo mundo recebe a mesma palavra secreta, menos uma pessoa, que precisa blefar na rodada de dicas. Cada dica é uma palavra só, então a rodada voa, e a votação no final é onde começa a gritaria. Funciona de 3 a 12 jogadores. Tem até um modo em que o impostor nem sabe que é o impostor.

Se o seu grupo jura que ninguém sabe desenhar, vá de Galeria de Rabiscos. A graça é justamente essa. Todo mundo desenha o mesmo tema no próprio celular, a galeria abre sem nome e cada um vota no favorito. O desenho mais tosco da sala ganha com uma frequência preocupante.

Se tem alguém no grupo que se acha DJ, a Batalha de Músicas resolve de vez a discussão sobre quem tem bom gosto. É um mata-mata: dois jogadores escolhem uma música pro mesmo tema, tipo “hino de viagem de carro”, e o resto vota sem saber de quem é qual. Acabou o voto por amizade.

Brincadeiras para festa com muita gente

Com doze pessoas ou mais, jogo de turno vira fila de banco: um joga, onze esperam.

O segredo é escolher jogos em que todo mundo responde ao mesmo tempo. O Quem Chega Mais Perto faz perguntas cuja resposta é um número (qual a altura, a distância, quantos são) e quem chuta mais perto leva mais pontos. Ninguém precisa saber a resposta exata, por isso funciona até com aquele amigo que jura que “não é de jogo”.

O Quanto Custa? é a mesma ideia com o preço de produtos reais. Aviso honesto: nas salas em português os produtos são da Amazon do Reino Unido, em libras, então ninguém sai na frente por viver no Mercado Livre. Os dois aceitam até 20 jogadores.

Para a turma que adora uma discussão

Tem grupo que gosta mais do debate do que do jogo. Alimente isso.

Na Tier List, todo mundo ranqueia a mesma categoria de S a F em segredo, e você pontua quando bate com a lista do grupo. Parece tranquilo. Aí alguém coloca no S uma comida que a sala inteira detesta e passa cinco minutos defendendo, com a energia de quem defende uva-passa no arroz de Natal.

O Wavelength é mais leve, mas divide opiniões na surdina. Um jogador vê um ponto secreto numa escala, de Frio a Quente por exemplo, e dá uma dica curta; os outros ajustam o próprio ponteiro pra achar o lugar. Você aprende rapidinho que “café da garrafa térmica do escritório” fica num ponto diferente da escala pra cada pessoa.

Os clássicos que não precisam de nada

Nada de celular, baralho ou preparação. Vale ter dois ou três na manga pra quando o Wi-Fi cair.

Em festa de adulto, o “Eu nunca” aparece de qualquer jeito. Esse não precisa de lista.

Quando metade da festa não se conhece

Aniversário de um amigo em que você conhece três pessoas. Primeira noite de uma viagem em grupo. Nessas horas o ideal é um jogo em que ninguém tem como ser “ruim”.

O Quanto Você Me Conhece? parece coisa de amigo de infância, mas funciona surpreendentemente bem com gente nova. Uma pessoa vai pra cadeira quente, responde uma pergunta sobre si e os outros tentam adivinhar a resposta. Em dez minutos você sabe mais sobre a galera do que numa hora de “e aí, trabalha com o quê?”. O Quem Chega Mais Perto é a outra aposta segura: ninguém passa vergonha errando um número.

Para uma noite longa

Com a noite inteira pela frente e um grupo pequeno, dá pra ir num jogo com mais camadas.

O Desaparecido é um jogo de detetive para 3 a 6 pessoas: um tesouro sumiu e vocês se interrogam até apontar o suspeito, o local e o método. Quem cresceu jogando Detetive de tabuleiro vai se sentir em casa.

Em A Verdade Seja Dita, ninguém joga contra ninguém. Cada jogador é uma testemunha que viu uma parte diferente do mesmo caso, e o grupo precisa montar a história junto. Nenhum dos dois é jogo de cinco minutos, e tudo bem.

Como a gente montaria a noite

Se quiser um roteiro: comece com Quem Chega Mais Perto enquanto o pessoal ainda está chegando. Quando todo mundo sentar, passe pro Impostor. Quando a energia cair (e vai cair, lá pela segunda pizza), a Galeria de Rabiscos levanta de novo, porque ver os desenhos dos amigos aparecendo um por um tem graça toda santa vez.

Todos os jogos de celular desta lista rodam no Guezzer. Uma pessoa abre a sala no navegador e os outros entram pelo próprio celular com o código, um link ou o QR code. Sem cadastro e sem instalar nada (tem app para Android, se você preferir). É grátis pra jogar.

A mímica também é, então fique à vontade.